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Mudanças no EB5. By Trump.

Publicado em 12/05/2017 às 19h02

Há algum tempo, informamos sobre o iminente vencimento, em maio, da lei que prevê o EB-5 Immigrant Investor Visa Program. O visto de investidor imigrante EB-5 é um visto disponível para estrangeiros que desejam essencialmente obter um green card para si e seus cônjuges e filhos solteiros menores de 21 anos, através de seu investimento mínimo de US $ 500.000 em um EB-5 elegível (Centro Regional) ou um investimento mínimo de US $ 1 milhão em negócios novos ou existentes nos EUA.
 
No entanto: pequena mudança. Câmara e Senado votaram um projeto de lei que prorrogou o programa EB-5 até 30 de setembro de 2017. Há vários projetos pendentes que alterariam significativamente o programa EB-5, alguns dos quais aumentariam o mínimo valor de investimento do Centro Regional de US $ 500.000 para US $ 800.000.
 
O valor para um EB5 vai, sim subir, mas... só que não, agora.

Aproveite a janela de oportunidade a la Trump.

Leia também notícia de dez2017 sobre o tema.

 

Categoria: Negocios nos Estados Unidos

LIGEIRA EXTENSAO DO EB5 AS IT IS...

Publicado em 14/12/2016 às 22h02

Aguarda-se mudança no EB5 e seria em 2016.

No entanto, o EB-5 Immigrant Investor Visa Program ficará como está até 28 de abril de 2017. Isso permitirá que assuntos ainda pendentes no programa EB-5 (algumas das quais drasticamente aumentariam o Investimento Mínimo) sejam votados.

Para aqueles - brasileiros ou estrangeiros - que procuram um investimento para lhes permitir o green-card, é importante que já considerem que o valor a investir vai mudar.

Procure também saber sobre os projetos que podem aceitar investimentos EB-5 - hoje com valor mínimo de US$ 500.000 - como hotéis, condomínios de luxo e outros projetos. Estes projetos podem estar incluídos em um Centro Regional EB-5 existente e criar o caminho que vocês precisam para seu objetivo.

Categoria: Negocios nos Estados Unidos

Investimentos em Portugal com a corda toda!

Publicado em 22/06/2016 às 11h10

LisboaInvestimento de imóveis em Portugal e divulgação progressiva de facilidades tributárias e fiscais é o tema considerado a bola da vez. O Consulado de Portugal no Brasil, as Câmaras de Comércio e outras entidades estão apostando nesta nova direção.

Pedro Tardão Alves, que foi da KPMG e  hoje está atuante em várias organizações – como IDEFE, ISEG (Lisbon School of Economics & Management), NEXIA International - rede independente de auditores, que é um major player no país e em outros centros financeiros, como Londres e New York, percebeu que a oportunidade não pode ficar fechada a quatro paredes e interessa à comunidade de investidores no mundo todo.Fez, assim, uma boa síntese da questão que aqui vai para nossos leitores, sobre como os Incentivos Fiscais são bem atrativos para investir no setor imobiliário de Portugal.

Ele lembra que Portugal é a nova Flórida, não só pelas características do país em termos de clima, tranquilidade e segurança (Portugal talvez seja um dos países mais seguros da Europa) como pela oportunidade de investimentos visando lucro e proteção de patrimônio. Complementaríamos: país de povo afetuoso e que se dá tão bem com o brasileiro, além da vantagem de falarem a mesma língua base.

Incentivos Portugal

Entre os mais relevantes, vale destacar os incentivos à reabilitação urbana, que permitem, em determinadas condições, obter as seguintes vantagens:

  • IMI – Imposto Municipal sobre Imóveis (IPTU no Brasil)

- Isenção por um período de três ou cinco anos. A alíquota de IMI é de 0,3% ao ano.

  • IMT – Imposto sobre Transações de Imóveis (ITBI no BrasiI)

- Isenção do imposto (6%) na compra de imóveis urbanos destinados à reabilitação, desde que, no prazo de três anos, o comprador inicie as respectivas obras;

- Isenção na primeira venda do imóvel reabilitado, quando destinado exclusivamente para habitação própria e permanente.

  • IRS – Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Físicas

- Tributação dos ganhos de capital que resultem da venda a taxa reduzida de 5%, quando estes resultem inteiramente da alienação de imóveis reabilitados;

- Tributação das rendas obtidas a taxa reduzida de 5%. Este incentivo é aplicável somente se o investidor tiver residência fiscal em Portugal.

  • IVA – Imposto sobre o Valor Acrescentado

- Aplicação da taxa reduzida de IVA (6%) na compra de serviços de construção (a taxa normal é de 23%).

Além dos incentivos aqui referidos, vale destacar a possibilidade de tributação reduzida dos rendimentos obtidos caso o investimento seja efetuado através de pessoa jurídica e o imóvel seja utilizado para alojamento de curto prazo para turistas, podendo a tributação efetiva atingir 0,9% sobre o valor de aluguel.

Por último, nos casos em que os investidores pretendam alterar sua residência fiscal para Portugal, é possível solicitar a aplicação do regime fiscal dos residentes não habituais, que permite obter um conjunto de isenções fiscais muito relevantes, em especial sobre os rendimentos obtidos no exterior.

O valor total de tributos para aquisição de imóveis no Brasil é superior

O IMT tem uma alíquota variável que pode atingir 6%. No entanto, no caso de imóveis para reabilitação, o imposto é reembolsado. No Brasil, são aplicadas várias taxas e impostos (ITBI, Imposto do Selo, Imposto de Registro etc.), que podem atingir porcentagens superiores às pagas em Portugal.

Imóveis de aluguel de longo prazo (arrendamento) ou de curto prazo (alojamento): qual tem mais incentivo fiscal?

Depende da situação concreta. No entanto, os imóveis para aluguel de curto prazo adquiridos através de PJ podem obter uma taxa de tributação de 0,9% – o que é bastante inferior à taxa aplicável aos imóveis para aluguel de longo prazo (22%).

A melhor via de compra de imóveis em Portugal é pessoa física ou via empresa offshore?

É sempre bom analisar caso a caso. Pode ser mais vantajosa a compra via empresa constituída em Portugal. Não é aconselhável a utilização de empresas situadas em offshore, uma vez que o país tem uma tributação agravada para esses casos.

A legislação fiscal portuguesa tem passado por muitas mudanças, e uma bem importante é a participation exemption, pois permite aos investidores evitarem a dupla tributação e utilizarem Portugal como HUB para investimentos na Europa e África.

Destacamos mais uma vez o regime especial de tributação para os residentes não habituais, que se aplica às PFs que alterem sua residência fiscal para Portugal. É um dos regimes de tributação mais atrativos do mundo, ao permitir a isenção total de tributos sobre rendimentos de investimentos obtidos no exterior, em especial pensões, juros, dividendos, royalties e ganhos de capital.

Nos últimos anos, a combinação dos dois regimes citados tem permitido a Portugal captar um significativo número de estrangeiros que lá fixam residência fiscal e estabelecem sua base para investimentos no exterior.


Quer aumentar o valor do seu imóvel? Você não vai acreditar!

Publicado em 18/05/2016 às 21h39

 

Uma ideia simples da empresa CIF.

Contratou corretores imobiliários para avaliar uma casa normal da cidade de Londres.

O valor médio de três corretores foi de 1,05 milhão de libras esterlinas.

A seguir uma equipe de limpeza profissional fez a limpeza na casa com Cif.

Outros três agentes foram contratados para avaliar a casa.

O valor médio foi de 1,33 milhão ou 21% a mais do que no dia anterior, sem a limpeza.

Com o produto Cif o dono da casa aumentaria sua riqueza em 21%. 

Pode uma coisa dessas?

 

Publicado em 18 de mai de 2016

Uploaded with permission from Ad Agency MullenLowe London for http://adsoftheworld.com

Categoria: Investidores em imóveis, Valorização de imóveis

Um homem de visão em um país de riquezas

Publicado em 24/04/2016 às 10h48

Mike Smith fez um primeiro livro sobre o Brasil - Land Investment in Brazil. Lançará agora um novo livro – desta vez, sobre Investimentos em Hoteis no Brasil, para 2016. Ele aponta para o movimento criado pelas Olimpíadas que se aproximam.

Ele tem visão. Daí o título deste post, que convida a pensar sobre as maravilhosas perspectivas do nosso país, como ele, um britânico, consegue ver com clareza.

Em seu blog fala por exemplo de Natal como hub para América Latina. Quem tiver, neste momento, a visão de que o Brasil é a ponta de lança para a América Latina vai ter longa vida nos negócios. O terremoto pelo qual estamos passando é um momento desta longa caminhada – nele, você, com entusiasmo, poderá plantar seus pés e dar saltos inimagináveis para pessoas que pensam de forma rotineira.

Deixe sua busca agendada na Amazon para maio 2016 a fim de encontrar o novo livro de Mike Smith.


Animais em condomínio. Conheça as regras em Portugal.

Publicado em 23/04/2016 às 12h59

Interessante artigo publicado no ImoNews Portugal informa sobre as regras de manutenção de cães em condomínios.

Os problemas são globais e as soluções são sempre possíveis desde que haja calma e bom senso.

 

Atualmente e cada vez mais os animais de estimação passaram a ser considerados como um membro da família. Contudo, animais e vida em condomínio são duas realidades que chocam frequentemente e que colocam os donos/condóminos em situações algo embaraçosas e podem criar um mau-estar nas relações com os vizinhos.

Se é dono de animais de estimação e pretende que os mesmos o acompanhem numa aventura chamada "mudança de casa", deverá, por este motivo e antes de comprar qualquer imóvel, caso este corresponda a uma fração autónoma, solicitar cópia do regulamento de condomínio e, caso este exista, consultá-lo e verificar se este impõe qualquer limitação à detenção de animais na sua suposta nova casa.  Se tal regulamento existir e bem assim existirem regras específicas para a detenção dos animais, deverá ter presente que as mesmas são para cumprir.  Este cuidado evitará constrangimentos futuros e junto dos restantes vizinhos e condóminos e bem assim evitará a possível aplicação de multas pela administração de condomínio, por incumprimento das regras previstas no regulamento. 

Caso não exista regulamento, então deverá ter presente a legislação geral em vigor.  Em relação ao número de animais possíveis, por razões de saúde pública e bem assim pela tranquilidade a que os diferentes habitantes têm direito, só é legalmente permitida a permanência num apartamento um máximo de três cães ou quatro gatos, não podendo, no total, contar-se mais de quatro animais. Com algumas exceções, este número poderá ascender a seis animais por apartamento, mas tal dependerá da autorização de entidades competentes para o efeito.

Em caso de desrespeito, a câmara municipal ordenará uma vistoria do delegado de saúde e do veterinário municipal, podendo, depois, mandar os a animais para o gatil ou canil municipal e o dono dos animais fica sujeito ao pagamento de uma coima entre 50,00€ e 3740,00€ ou 50,00€ a 44.890,00€, consoante o agente seja pessoa a singular ou coletiva. 

Na ausência de Regulamento de Condomínio ou de disposições próprias, haverá que tomar especiais precauções no que respeita ao barulho e ao uso das partes comuns do prédio. O ladrar de um cão ou o miar de um gato são barulhos inseridos na utilização normal de uma habitação se e enquanto suportáveis por uma pessoa normal. Contudo, também aqui se aplicam as regras gerais referentes à lei do ruído, pelo que deverá o detentor do animal respeitar a proibição legal de fazer ruído intenso ou repetitivo no período entre as 23 horas da noite e as 7 horas da manhã.  Assim, se o ladrar ou miar for de tal forma intenso ou repetitivo que impeça o descanso dos seus condóminos, qualquer um deles pode solicitar a presença das autoridades policiais.

As entradas de acesso ao prédio e às frações são partes comuns do prédio, pelo que a lei faz recair sobre os detentores de animais domésticos a obrigação de os vigiar e evitar que os mesmos coloquem em risco a integridade física de terceiros. De salientar que, no que respeita aos animais que foram reconhecidos como perigosos ou potencialmente perigosos, a lei determina que estão proibidos de circular sozinhos nas partes comuns, devendo ter açaimo e trela até 1 metro de comprimento. 

Como se vê, bastará respeitar estas simples regras e poderá usufruir da companhia do seu animal sem contar com os olhares de reprovação dos seus vizinhos.

Fonte: Lora Soares Seita, Associada, Imobiliário e Veículos de Investimento na PRA - Raposo, Sá Miranda e Associados - Sociedade de Advogados


Categoria: Regras de convivência

Repatriação de recursos no exterior: continua discussão no país!

Publicado em 01/04/2016 às 09h56

Cerca de 99% dos nossos posts são fruto de nossa pesquisa e de nosso conhecimento. No entanto, tem vindo à tona, especialmente na área de investimentos no exterior, temas que envolvem o suporte jurídico e a análise financeira de especialistas. No caso da repatriação de recursos que estavam no exterior, o tema é tão delicado que está sendo debatido no nível nacional.

Uma das empresas que muito respeitamos no setor, Ativore, preparou um artigo bem orientativo, com apoio de outro escritório - Guedes Nunes, Oliveira, Roquim, e nós produzimos um pdf deste material para quem estiver interessado.

Como o momento é de investir no exterior, é importante se assegurar muito dos cuidados para investir e, neste caso, também dos cuidados com o retorno deste capital. Leia também nosso post Declaração de Capitais no Exterior.

Basta nos mandar mensagem no contato e indicar um email para remessa, que o material será enviado prontamente. Nada como um fim de semana que se aproxima para que se possa ler com calma tudo que este assunto representa.

Categoria: Investidores em imóveis

Declaração de Capitais Brasileiros no Exterior - Bacen 2016

Publicado em 16/03/2016 às 09h33

Possui bens e direitos fora do Brasil igual ou acima de US$ 100.000,00? Devem ser declarados no site do Banco Central e isto inclui participação em empresas e propriedade de imóveis. O prazo de entrega da declaração é 5/4/2016, depois disso - pode haver multa do Banco Central.

O pessoal do Ativore fez um Manual bem prático que vale a pena ler.

Se os investimentos feitos estão em nome da pessoa jurídica, ela é que fará a declaração e, em sua declaração, constará a sua participação nela.

Para a pessoa física, o valor de seus imóveis deverá ser declarado com base no valor de mercado, ou se não tiver variação em relação ao valor de aquisição, informá-lo como definido no documento oficial de compra do imóvel. Ainda devem ser declarados os valores, recebidos no Brasil ou lá fora, referentes a alugueis de imóveis. Quanto às contas bancárias, é o mesmo procedimento do Brasil: informar saldos em 31 de dezembro. Se for conta conjunta, incluir somente a sua participação no depósito.

Algumas notas importantes sobre o que se declara na IRPF e a Declaração do Bacen, que você verá no Manual citado:

(1) Investidores que não receberam demonstrações financeiras da contadora no exterior (ex. adquiriram imóveis em fins do ano passado e ainda não tiveram rendimento de aluguel) devem informar o valor correspondente à aquisição de imóveis em Dólar americano conforme documento(s) de compra do(s) mesmo(s) – no caso de imóveis nos EUA, utilizar o HUD como documento de referência.

(2) O patrimônio líquido da empresa informado na declaração do BACEN não necessariamente deve ser igual ao valor declarado no IRPF. A sua participação na empresa declarada no IRPF deve ser igual ao somatório em Reais dos aportes de capital realizados por você na mesma e não sofre qualquer variação enquanto não houver outros aportes ou reduções de capital.

(3) O lucro líquido distribuído no período informado na declaração do BACEN deve ser igual ao valor informado na declaração IRPF.

(4) Os rendimentos de imóveis recebidos no período informados na declaração do BACEN devem ser iguais aos valores informados na declaração IRPF.


Política habitacional na China: algo a ver com Brasil.

Publicado em 09/03/2016 às 18h09

SalvarTianducheng, ChinaExiste um blog - o Vespeiro - que faz estudos interessantes e análises muito inteligentes e precisas. É dele este post que temos que reproduzir. Fantástica visão. Todos já vimos filmes e vídeos sobre as cidades-fantasma na China mas este texto é perfeito na sua síntese. Tome um tempo para ler. Vale a pena.

O que ha de comum entre China e Brasil

by fernaslm

Frequentemente apontada como aquilo que o Brasil gostaria de ser, já há muito mais de comum entre a crise chinesa e a brasileira do que sonham os nossos filósofos de botequim. Mais, desgraçadamente, do lado ruim que do lado bom que aquela quinta parte da humanidade tem para exibir.

O regime comunista chinês começou a “privatizar” as primeiras residências para seus súditos já com a década de 90 do século 20 caminhando para o fim. Os primeiros contemplados com as autorizações para comprar casa própria foram os trabalhadores de “colarinho branco” com salários mais altos das cidades mais ricas. Eles tiveram, primeiro, acesso a crédito para comprar suas casas e, na sequência, programas do governo para ajudá-los a reformar, mobiliar e equipar essas casas e, até, comprar uma segunda casa como investimento.

A China rural e também os 270 milhões (hoje) de trabalhadores migrantes de salários mais baixos ficaram fora da festa. A razão é bem objetiva. Pelas médias de hoje esses trabalhadores ganham o equivalente a US$ 573 por mês, o que representa 70% do metro quadrado de apartamentos novos nas cidades menores do país e uma fração desse mesmo metro em cidades como Pequim e Shangai. Não dava mesmo para eles entrarem e até hoje isso é um problema sem solução.

Acontece que, como sempre em regimes com déficit agudo de democracia – o único antídoto eficiente contra a corrupção conhecido – os quadros do Partido Comunista Chinês logo descobriram que a criação de uma indústra imobiliária a partir do nada era a sua grande chance de saltar para o mundo dos ricos acariciado nos seus sonhos secretos. Lá, toda terra pertence ao estado e, como o estado pertence ao Partido Comunista Chinês, o partido único, e o partido único são pessoas, toda terra pertence na verdade a quem, dentro da hierarquia do partido, está em posição de ter o controle sobre esse bem, no caso, as células municipais do Partido Comunista Chinês.

Tudo se deu, portanto, entre amigos e correligionários (“companheiros” como se diz por aqui). O “construtor/incorporador”, o segundo elo dessa corrente da felicidade depois do pessoal do partido (um Odebrecht da vida), tinha de conseguir dele a autorização do partido para se tornar construtor, o financiamento do banco do partido para “comprar” a terra "pertencente" à célula municipal do partido, as máquinas do fabricante de máquinas do partido e os materiais de construção dos importadores e/ou das manufaturas do partido e, assim, tocar as obras e incorporar os imóveis a serem vendidos, com financiamento do partido, aos súditos escolhidos pelo partido.

Deu pra imaginar a festa? Uma vasta cadeia de petrobrases (ainda que tenham sido ordenhadas com competência aparentemente maior do que foi a nossa)...

Um estudo calculou em 4,5 trilhões de yuans ou 1/3 do PIB da China, já em 2003, o valor que foi “privatizado” por esse expediente para os “colarinhos brancos” e seus patrocinadores na primeira onda do processo. Mas ele estava apenas começando. A crise financeira internacional de 2007 expandiu a coisa para proporções gigantescas sob o pretexto bem conhecido dos brasileiros de “criar uma força anticíclica” para "impedir a entrada da crise no país" ou, dito em linguagem mais popular, transformar tsunamis em "marolinhas". O PCC atirou-se a um frenesi de construção de estradas, ferrovias e gigantescos projetos imobliários, tanto ligando coisa com coisa quanto o nada a lugar nenhum; tanto onde havia quanto onde não havia gente ou dinheiro para comprá-los e usá-los ou outra forma racional qualquer de justificativa ou expectativa de sustentabilidade.

Resultado: há hoje na China imóveis novos desocupados suficientes para abrigar 90 milhões de pessoas, o equivalente à população da Alemanha inteira, e 90% deles estão em cidades de terceira ou quarta categoria, ou em verdadeiras cidades-fantasma - como Tianducheng, esta com cara de Paris que aparece na foto que abre esta postagem, onde nem há ninguém morando, nem há, nas vizinhanças, qualquer atividade que permita sustentar quem venha, um dia, a fazê-lo.

Dos 270 milhões de trabalhadores migrantes chineses, só 1% tem casa própria nas cidades onde trabalha mas o salário é insuficiente para comprar casas construídas segundo um raciocínio “político”, se é que pode-se chamar assim o que ocorreu, e não segundo uma lógica de mercado. Foi essa imensa bolha que acelerou artificialmente todas as economias do mundo, especialmente as fornecedoras de commodities (tipo ferro para citar só uma) como a nossa. Foi essa imensa bolha que, furada, vem esvaziando de fato as economias do mundo, especialmente as fornecedoras de commodities, como a nossa.

Agora, com a ponta de cima dos assalariados chineses saturada de imóveis o PCC, à beira do pânico, tenta de todo jeito colocar os trabalhadores migrantes comprando imóveis, faclitando-lhes o crédito e a burocracia envolvida. Só que é tarde demais. A indústria imobiliária tocava a cadeia mais importante da economia nacional e ocupava um grande numero desses trabalhadores migrantes, a produção doméstica de aço, outra de mão de obra intensiva, caiu pela primeira vez em 2015 depois de cortadas todas as importações (nós) e, com ela, foi andando para trás o resto da cadeia. Mesmo com todos os incentivos para as cidades pequenas e mais o congelamento das autorizações para compra de imóveis nas grandes, os empregos estão cada vez mais incertos. As construções novas caíram 15% em 2015 e prometem despencar mais em 2016 e isto ameaça toda a economia nacional inclusive com expectativa de crise bancária sistêmica.

Na cava da onda chinesa, afundam todas as economias do resto do mundo que tomaram por certo a permanência para sempre na crista dela.

Tudo isso vem demonstrar, mais uma vez, que por menos que se goste dela, a alternativa para a famigerada “mão invisivel do mercado” fiscalizada por um estado profilaticamente "desmisturado" dela, ditando o rumo e o ritmo da economia, é a mão do ladrão livre para agir em função do casamento do poder político com o poder econômico pisando em tudo e em todos, roendo por baixo a riqueza nacional e cobrando, por cada ano de “avanço” pelo caminho “fácil” vendido aos trouxas pela esperteza pretensamente iluminada, 5 ou 6 de marcha a ré na hora que a ficha cai.

Categoria: Construção

Redução alíquota IR sobre remessas ao exterior

Publicado em 02/03/2016 às 13h10

Reduzida a alíquota do imposto sobre as remessas destinadas ao exterior para cobertura de gastos em viagens de turismo, negócios, serviços, treinamento e missões oficiais

 

 

Medida Provisória nº 713/2006 alterou o art. 60 da Lei nº 12.249/2010, reduzindo para 6%, até 31.12.2019, a alíquota do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) incidente sobre os valores pagos, creditados, entregues, empregados ou remetidos para pessoa física ou jurídica residente ou domiciliada no exterior, destinados à cobertura de gastos pessoais, no exterior, de pessoas físicas residentes no País, em viagens de turismo, negócios, serviços, treinamento ou missões oficiais, até o limite global de R$ 20.000,00 por mês, nos termos, limites e condições estabelecidos pelo Poder Executivo.

A redução da alíquota não se aplica ao caso de beneficiário residente ou domiciliado em país ou dependência com tributação favorecida ou de pessoa física ou jurídica submetida a regime fiscal privilegiado de que tratam os arts. 24 e 24-A da Lei nº 9.430/1996, salvo se houver, cumulativamente:

a) a identificação do efetivo beneficiário da entidade no exterior, destinatário dessas importâncias;
b) a comprovação da capacidade operacional da pessoa física ou entidade no exterior de realizar a operação; e
c) a comprovação documental do pagamento do preço respectivo e do recebimento dos bens e direitos ou da utilização de serviço.

As operadoras e agências de viagem, na hipótese de cumprimento da ressalva supramencionada, sujeitam-se ao limite de R$ 10.000,00 ao mês por passageiro, obedecida a regulamentação do Poder Executivo quanto a limites, quantidade de passageiros e condições para utilização da redução, conforme o tipo de gasto custeado.

Para fins de cumprimento das condições para utilização da alíquota reduzida, as operadoras e agências de viagem devem ser cadastradas no Ministério do Turismo, e suas operações devem ser realizadas por intermédio de instituição financeira domiciliada no País.

Medida Provisória nº 713/2016 estabelece, ainda, que não estão sujeitas à retenção do IRRF:

a) as remessas destinadas ao exterior para fins educacionais, científicos ou culturais, inclusive para pagamento de taxas escolares, de taxas de inscrição em congressos, conclaves, seminários ou assemelhados e de taxas de exames de proficiência; e
b) as remessas efetuadas por pessoas físicas residentes no País para cobertura de despesas médico-hospitalares com tratamento de saúde, no exterior, do remetente ou de seus dependentes.

( Medida Provisória nº 713/2016 - DOU 1 de 02.03.2016)

Fonte: Editorial IOB


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